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  • 06/12/2017
  • 20:13
  • Atualização: 20:25

Oposição barra votação de pacote de Segurança na Assembleia

Deputados da base projetaram doações de R$ 10 milhões à área se projeto fosse aprovado

Oposição não deu acordo em reunião de líderes da Assembleia | Foto: Vinícius Reis / AL / RS

Oposição não deu acordo em reunião de líderes da Assembleia | Foto: Vinícius Reis / AL / RS

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  • Samantha Klein / Rádio Guaíba

A oposição na Assembleia Legislativa barrou nesta quarta-feira a antecipação da votação do pacote do governo Sartori para a Segurança Pública. A ideia era aprovar a publicação, no Diário Oficial da Assembleia, dos 19 projetos de lei elaborados pela Pasta e votar as propostas ainda em 2017. No entanto, as bancadas do PT, PSol, PCdoB e Rede não deram acordo na reunião de líderes desta quarta-feira.

Entre as propostas, o projeto de lei 268 cria o fundo comunitário Pró-Segurança. De acordo com deputados da base, a demora impede doações que podem chegar a R$ 10 milhões provenientes de um grupo de empresários que se declara “cansado dos números relativos à violência”. Os recursos eram esperados para a compra de viaturas e armamentos para a Brigada Militar, por exemplo.

A deputada Any Ortiz (PPS) criticou a postura da oposição em não permitir que as propostas já possam ser colocadas em votação na sessão da próxima semana. “É urgente colocar essa pauta em votação. Quem perde não é o Estado, mas toda a população, nós que estamos vendo os absurdos números da criminalidade”, afirmou.

Em linha oposta, a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) criticou a falta de debate em torno do pacote da Segurança. As propostas foram protocoladas na última quinta-feira, quando já não havia mais possibilidade de vencimento do prazo de urgência neste ano. “O governo age de forma relaxada na administração do Estado. Nós temos até 31 de dezembro para deliberar, não nos importamos com o número de pautas que serão apreciadas, mas queremos tempo para analisar as propostas”, argumentou.

A tendência é que o governo peça votação extraordinária na semana após o Natal a fim de vencer a pauta de projetos polêmicos. Se os deputados aprovarem, o Piratini escolhe as propostas a serem apreciadas pela Casa. Assim, o pacote da Segurança pode ser incluído na pauta de votações antes do recesso parlamentar.