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  • 12/02/2018
  • 16:17
  • Atualização: 16:26

Paraguai acredita que acordo entre Mercosul e UE pode sair até março

Pontos de divergência serão os principais assuntos a serem abordados na reunião em Assunção

Eladio Loizaga disse que é possível que haja as condições para fechar o acordo | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

Eladio Loizaga disse que é possível que haja as condições para fechar o acordo | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

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  • Agência Brasil

O chanceler paraguaio, Eladio Loizaga, afirmou nesta segunda-feira que é uma "prioridade" alcançar entre o final de fevereiro e começo de março, nas reuniões de trabalho em Assunção, um "acordo político" que permita encerrar as negociações sobre livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), após 19 anos de negociações. 

Loizaga indicou aos veículos de imprensa que a próxima rodada de negociações entre os dois blocos será realizada na capital paraguaia na próxima semana e contará com a presença da chefe negociadora da UE para Mercosul, Sandra Gallina, e de representantes dos países integrantes do bloco sul-americano (Paraguai, Argentina, Brasil e Uruguai).

O Paraguai ocupa a presidência pro tempore do Mercosul neste primeiro semestre."Temos a esperança de que nestas próximas duas semanas, a última de fevereiro e a primeira de março, enquanto estarão reunidos os comissários com os chanceleres aqui no Paraguai, vamos chegar a um acordo que satisfaça ambas as partes", afirmou o chanceler.

Progressos

Ele disse que é possível que haja as condições para fechar o acordo, que foi retomado há um ano e meio e vem sendo moldado em diferentes rodadas de negociações tanto na América do Sul como em Bruxelas para alcançar que o acordo de livre-comércio entre ambas as regiões seja satisfatório. Eladio Loizaga explicou que após a última reunião em Bruxelas no final de janeiro, ainda restam pontos pendentes como o automotivo, indicando setores "sensíveis para ambas as partes".

Na sexta-feira, o porta-voz comunitário europeu de Comércio confirmou na entrevista coletiva diária da Comissão Europeia (CE) que, apesar de "terem ocorrido muitos progressos", ainda há "trabalho por fazer para chegar a um resultado positivo".

Esses pontos de divergência entre os dois blocos regionais serão os principais a serem abordados na reunião de Assunção na próxima semana para fechar os assuntos pendentes que ainda existem, como partes da oferta agrícola, que têm que ser ainda segmentada, disse Loizaga.

A UE e o Mercosul negociam desde 1999 um amplo acordo de associação que inclui este tratado comercial, mas as conversas estiveram bloqueadas completamente entre 2004 e 2010 e só foram retomadas em 2016.