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  • 16/06/2013
  • 18:32
  • Atualização: 20:00

MP prepara denúncia sobre suposta rede de adoção ilegal em Santiago

Polícia Civil do município já indiciou nove pessoas

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

O Ministério Público (MP) de Santiago deve enviar à Justiça, nesta segunda-feira, uma denúncia sobre dois casos de suposta adoção ilegal de crianças e a compra de recém-nascidos, na cidade do Centro do Estado. A Polícia Civil do município já indiciou nove pessoas, em dois inquéritos que foram remetidos ao poder Judiciário em maio.

Também será verificado pelo MP se existe alguma irregularidade no setor de obstetrícia do Hospital de Caridade, onde as crianças nasceram. Um inquérito civil foi aberto por parte da Promotoria para investigar se os dois casos seriam isolados ou se há uma relação entre ambos. “Vamos investigar as conexões e tentar evitar que essa situação criminosa se repita”, disse o promotor Sandro Loureiro Marones.

No inquérito da Polícia Civil, os indiciados estão citados por supostos crimes que vão de fraude em documentos, falso testemunho, formação de quadrilha, entregar filho mediante pagamento ou recompensa, entre outros.

Primeiro caso ocorreu há cinco anos

Um dos casos investigados ocorreu há cinco anos e teria sido denunciado por uma enfermeira do Hospital de Caridade. Uma mulher teria pago supostos R$ 10 mil para um médico da instituição conseguir uma gestante disposta a doar o bebê. O plano era trocar as fichas dos nomes da mãe biológica - que a enfermeira conhecia - e da compradora.

Um segundo caso surgiu em setembro do ano passado, mas ainda não foi comprovado o pagamento pela suposta adoção da criança. Uma mulher teria doado o bebê, mas arrependida, teria procurado a Polícia Civil para fazer a denúncia.

Uma terceira ocorrência ainda está em investigação. A corporação segue apurando o caso de um suposto infanticídio após o parto, mas uma das hipóteses é a de que a criança esteja viva e tenha sido adotada em troca de pagamento.

Diretora do Hospital de Caridade nega envolvimento

A diretora técnica do Hospital de Caridade de Santiago, Sonia Portela, negou envolvimento da instituição nos crimes. Ela garante que a segurança dos procedimentos não permite a atuação de uma rede criminosa dentro da casa de saúde. “Solicitamos todos os documentos de identificação e o nome que vai aparecer é o daquele que deu a luz ao nenê. A partir dessa semana vamos averiguar e poderemos dar mais informações”, sustenta.

Com informações da repórter Samantha Klein

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